04-2026
Sakura 2026 avança mais cedo no Japão
A floração das cerejeiras no Japão em 2026 avança em ritmo ligeiramente antecipado, confirmando uma tendência observada nos últimos anos. Em 7 de abril, a chamada “frente das cerejeiras” já havia ultrapassado o sul e o centro do arquipélago e seguia em direção às latitudes mais altas, deslocando o foco da observação para regiões como Hokuriku e Tohoku.

Avanço atual da floração
No início de abril, cidades fora do eixo mais turístico concentram os melhores pontos de observação. Em Kanazawa, o pico (mankai) ocorre entre 2 e 9 de abril, enquanto Sendai inicia a floração agora, com auge previsto entre 11 e 13 de abril. Situação semelhante é observada em Fukushima (6 a 13 de abril) e Matsumoto (4 a 11 de abril).
Esse deslocamento geográfico altera o planejamento de viagens e também influencia o calendário de eventos associados ao hanami, prática tradicional de contemplação das flores.

Centro e sul já encerram o ciclo
Nas regiões mais ao sul, o ciclo já entrou na fase final. Em Tóquio e Quioto, o auge ocorreu entre o fim de março e os primeiros dias de abril. Agora predomina o fenômeno conhecido como sakura fubuki, quando as pétalas se desprendem e voam ao sabor do vento ou formam tapetas no chã. Em Osaka ainda há remanescentes visíveis, enquanto Fukuoka já encerrou a temporada.

Próxima etapa: Tohoku e Hokkaido
A frente de floração segue para o norte e deve atingir seu auge em regiões mais frias nas próximas semanas. Em Aomori, o pico é esperado entre 18 e 22 de abril, enquanto Hirosaki deve alcançar o mankai entre 20 e 24 de abril. Já em Hakodate (27 a 30 de abril) e Sapporo (1 a 5 de maio), a floração coincide com o período do Golden Week, ampliando o fluxo turístico.

Orientações para abril de 2026
O cenário atual favorece deslocamentos rápidos para o norte, especialmente via Shinkansen, permitindo acompanhar a progressão da floração. Para quem chega ao país no fim de abril, Hokkaido se apresenta como a área mais consistente para observação.

Outro destaque são as iluminações noturnas em parques urbanos, especialmente em Kanazawa, que prolongam a experiência de contemplação mesmo após o pôr do sol, evidenciando detalhes estruturais das flores e da arquitetura paisagística associada às cerejeiras.