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06-2026

Um jardim para desacelerar sob a copa das árvores

Divulgação: CASACOR SP

Preservar o que já existe pode ser o ponto de partida para criar paisagens mais acolhedoras e sustentáveis. O jardim do engenheiro agrônomo e paisagista Alexandre Galhego transforma a sombra de uma figueira centenária em um espaço de contemplação, combinando espécies nativas, caminhos elevados e áreas de permanência que convidam à desaceleração.

“A ideia é você ter um pouco de paz e tranquilidade na cidade grande”, resume o paisagista.

Fotos: Aida Lima

Em meio à correria das grandes cidades, criar espaços que estimulem a permanência e o contato com a Natureza tornou-se um dos desafios do paisagismo contemporâneo. Alexandre Galhego apresenta uma solução inspirada em um fenômeno comum das florestas: as aberturas naturais que permitem a entrada da luz e revelam novas perspectivas do ambiente. Implantado sob a copa de uma enorme figueira, o projeto mostra como é possível construir um jardim respeitando integralmente a vegetação existente. A árvore histórica se tornou o elemento organizador da composição, cercada por uma seleção de espécies adaptadas às condições de sombra e cultivadas em grandes vasos, estratégia que permitiu implantar o espaço em uma área onde não era possível abrir novos canteiros, preservando o solo e as raízes da vegetação já estabelecida.

O desenho valoriza a experiência do visitante. Um deck elevado conduz o percurso e cria diferentes áreas de permanência, revelando novas perspectivas ao longo do caminho. A solução demonstra como espaços verdes podem ser implantados em locais onde o terreno precisa ser preservado, evitando a compactação do solo e interferências significativas na vegetação existente. Outro aspecto interessante é o uso das plantas para criar atmosferas distintas ao longo do percurso. Em vez de apostar em grandes floradas, a composição explora principalmente texturas, volumes e diferentes tonalidades de verde. Filodendros, monsteras, íris e outras espécies tropicais formam camadas vegetais que reforçam a sensação de imersão na Natureza e ganham ainda mais destaque com a luz filtrada pela copa da figueira.

“Essa clareira traz a sensação acolhedora da luz entrando e reforça as texturas. Por isso, criei um espaço mais introspectivo”, explica Galhego.

Mais do que um refúgio urbano, o espaço apresenta soluções que podem inspirar projetos residenciais, áreas comuns de condomínios e espaços corporativos. O uso de vasos, estruturas elevadas e espécies adaptadas às condições locais demonstra que é possível criar paisagens exuberantes sem abrir mão da preservação ambiental.

Onde ver de perto

O jardim Clareira na Mata, assinado por Alexandre Galhego, integra a CASACOR SP 2026 e pode ser visitado até 9 de agosto, no Parque da Água Branca, em São Paulo.

PROGRAME A SUA VISITA

CASACOR SP 2026
Parque da Água Branca
Rua Dona Ana Pimentel, 37
São Paulo (SP)
Até 9 de agosto de 2026
Funcionamento: terça a domingo e feriados, das 11h às 22h
Entrada na mostra até 20h15
Ingressos: entre R$ 141 e R$ 161 (inteira) e entre R$ 70,50 e R$ 80,50 (meia-entrada), conforme o período da visita.
Informações e vendas: www.casacor.com.br
Instagram: @casacor_oficial

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