04-2026
Arujá aposta em parque permanente para consolidar turismo de flores
A cerca de 40 minutos da capital paulista, a cidade de Arujá dá um passo estratégico ao transformar a floricultura em vetor contínuo de turismo e desenvolvimento regional. A iniciativa parte da AFLORD, Associação de Floricultores da Região da Via Dutra, responsável pela tradicional Expo Aflord, um dos mais importantes eventos de flores do país.
O lançamento do Parque Permanente de Flores marca a transição de um modelo concentrado em eventos sazonais para uma proposta de visitação ao longo de todo o ano, com impacto direto na economia local e na organização da cadeia produtiva.

A divulgação de implantação do projeto reuniu produtores, autoridades e representantes do setor e foi simbolizada pelo plantio da árvore fundamental no espaço, que também fica na sede da AFLORD. A proposta é estruturar um novo roteiro turístico baseado na produção regional de flores e plantas ornamentais do Alto Tietê.
De evento a destino
A criação do parque muda a lógica da Expo Aflord, historicamente concentrada em poucas semanas. A ideia agora é diluir o fluxo de visitantes ao longo do ano e transformar o espaço em um destino permanente, capaz de gerar receita contínua e fortalecer diferentes elos do setor.

Segundo o prefeito Luís Camargo, a expectativa é ampliar o alcance econômico da iniciativa.
“A Aflord já é um sucesso na região, com cerca de 40 mil visitantes por ano. Agora, com o parque funcionando de terça a domingo, a tendência é atrair ainda mais pessoas, gerar emprego, renda e consolidar Arujá como polo turístico”, afirmou.
Modelo que integra produção e experiência
Inspirado no Parque Hemero, de Joinville, SC, o projeto de Arujá vai além da referência estética e incorpora um modelo de gestão. O parque passa a atuar como vitrine permanente da produção local, espaço para lançamentos, capacitações e conexão entre produtores, fornecedores e mercado.
Para o paisagista Jordi Castan, responsável pelo projeto, a proposta é transformar o espaço em um elo ativo da cadeia produtiva.
“Não é apenas um jardim bonito. O parque funciona como ligação entre produtores, fornecedores e público, com áreas que podem ser usadas para lançamentos de produtos, capacitação e experiências”, explicou.
Projeto valoriza permanência e renovação
Com cerca de 4 mil metros quadrados, o parque combina áreas ao ar livre e espaços cobertos, com foco em acessibilidade e permanência do visitante. O desenho prioriza percursos que convidam a uma experiência mais contemplativa.



“O projeto foi pensado para caminhar sem pressa, para observar, para se envolver com as plantas. É um espaço acessível, para todas as idades, que convida o visitante a ficar”, destacou Castan.
A composição dos canteiros equilibra espécies permanentes e sazonais, garantindo renovação constante ao longo do ano. “Sempre haverá algo novo acontecendo. Não se trata de refazer o jardim inteiro, mas de manter o espaço vivo, em transformação contínua”, completou.
Integração com produtores e calendário ativo
Outro ponto central é o envolvimento direto dos produtores locais, que participam tanto da definição das espécies quanto do fornecimento das plantas. O parque também deve sediar eventos temáticos ao longo do ano, como festivais sazonais, ações educativas e atividades voltadas ao público escolar.
A proposta reforça o caráter híbrido do espaço, que combina turismo, formação e negócios, ampliando seu papel dentro da cadeia produtiva.
A inauguração oficial, com entrega do paisagismo, está prevista para 15 de agosto, na véspera da Expo Aflord, que chega à sua 32ª edição e acontecerá dias 15, 16, 22, 23, 29 e 30. A escolha da data simboliza a transição de um evento pontual para um projeto permanente, com potencial de reposicionar Arujá no mapa do turismo de flores no Brasil.