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06-2026

Jardim inspirado na Natureza e na riqueza da flora brasileira

O uso de espécies nativas ainda pouco exploradas no paisagismo ornamental é um dos destaques do projeto assinado pela engenheira paisagista e designer de exteriores Ana Lui e pela paisagista Karen Marini, da Leve Paisagismo. Com cerca de 300 m², o jardim demonstra como o naturalismo pode criar espaços mais biodiversos, sensoriais e conectados à paisagem local.

Fotos: Divulgação

O projeto reúne espécies de diferentes biomas brasileiros, como Mata Atlântica, Cerrado, Amazônia e Caatinga. Orelha-de-onça, tataré, lírio-do-Amazonas, justícia, tríalis e ruelias foram combinados em uma composição que valoriza formas, texturas, volumes e alturas variadas. Uma das lições mais ricas do espaço é a valorização de espécies nativas com potencial ornamental e a demonstração de como a flora brasileira oferece soluções capazes de criar interesse visual durante todo o ano, além de favorecer a biodiversidade local. Segundo Ana Lui e Karen Marini, a intenção foi justamente apresentar plantas pouco comuns no paisagismo, mas que fazem parte da flora brasileira.

“A gente quis trazer esse naturalismo contemporâneo, explorar espécies que não são tão usadas, mas são nativas”, explicam.

O desenho também se baseia em um dos princípios do naturalismo: a composição de maciços que reproduzem padrões encontrados na Natureza. O resultado é uma paisagem com diferentes pontos de interesse ao longo do percurso. Entre os destaques, um espelho d’água percorre o espaço em níveis distintos, enquanto a distribuição dos canteiros cria profundidade, movimento e múltiplas perspectivas. A intenção é que, já no primeiro contato, o visitante se desconecte do ambiente externo e mergulhe na experiência do jardim. “Já ouvimos pessoas falando que muda completamente a percepção da paisagem quando chegam aqui”, comentam.

O projeto traz ainda soluções que podem inspirar proprietários de jardins, condomínios e áreas onde não é possível plantar diretamente no solo. O espaço foi implantado em uma área que exigia a preservação total do terreno existente. Por isso, nem parece, mas toda a vegetação foi cultivada em vasos ou floreiras. Outro recurso interessante foi o uso de pisos elevados, que criam caminhos e áreas de circulação sem compactar o solo nem interferir nas raízes da mata existente. Em locais com árvores preservadas ou fragmentos de florestas, essa estratégia ajuda a integrar o jardim à paisagem sem causar impactos significativos. A iluminação em tonalidade âmbar completa o conjunto de soluções sustentáveis. Além de criar uma atmosfera acolhedora, ela reduz os impactos sobre a fauna nativa, incluindo insetos e animais de hábitos noturnos.

Um espaço dedicado às abelhas sem ferrão

Outro elemento de destaque do jardim é o meliponário integrado ao paisagismo. O espaço apresenta ao público o universo das abelhas nativas sem ferrão e destaca a importância desses polinizadores para a manutenção da diversidade biológica. Além da função educativa, a iniciativa reforça uma tendência crescente no paisagismo: criar jardins que contribuam para a conservação da fauna local. A combinação entre plantas floríferas e polinizadores ajuda a formar ambientes mais equilibrados e pode ser adaptada a diferentes escalas, inclusive em jardins residenciais.

Onde ver de perto

O Jardim Respiro integra a CASACOR SP 2026 e pode ser visitado até 9 de agosto, no Parque da Água Branca, em São Paulo

PROGRAME A SUA VISITA

CASACOR SP 2026
Parque da Água Branca
Rua Dona Ana Pimentel, 37
São Paulo (SP)
Até 9 de agosto de 2026
Funcionamento: terça a domingo e feriados, das 11h às 22h
Entrada na mostra até 20h15
Ingressos: entre R$ 141 e R$ 161 (inteira) e entre R$ 70,50 e R$ 80,50 (meia-entrada), conforme o período da visita.
Informações e vendas: www.casacor.com.br
Instagram: @casacor_oficial

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