08-2026
Fava-de-bolota: pompons vermelhos que florescem à noite

Com copa frondosa, crescimento rápido e uma florada que chama a atenção de longe, a fava-de-bolota (Parkia platycephala) é uma árvore nativa do Brasil que reúne beleza e importância ecológica.
Encontrada principalmente nos biomas Cerrado e Caatinga, a espécie pode chegar a cerca de 15 metros de altura e é reconhecida como árvore-símbolo do estado do Tocantins.
Seu grande destaque está na floração. Entre maio e setembro, com maior intensidade geralmente entre julho e setembro, a árvore produz inflorescências esféricas de coloração vermelha a purpúrea, que lembram pequenos pompons ou bolotas. Suspensas por longos pedúnculos, elas se abrem principalmente à noite e produzem grande quantidade de néctar.
Esse modo de floração está associado à visita de diferentes polinizadores. Abelhas, beija-flores e morcegos estão entre os animais atraídos pelas flores ricas em néctar, fazendo da fava-de-bolota uma espécie que também participa das relações entre plantas e fauna.

Beleza que também tem função
Além de ornamental, a fava-de-bolota é uma espécie de interesse para o paisagismo urbano, podendo ser utilizada em parques e praças onde haja espaço suficiente para seu desenvolvimento. Sua copa proporciona sombra e sua florada acrescenta um elemento visual marcante aos projetos.
A espécie também é indicada para a recuperação de áreas degradadas e o reflorestamento, inclusive em locais com solos mais pedregosos. Seu crescimento relativamente rápido favorece sua utilização em projetos de restauração ambiental.

Um alimento para os rebanhos
As vagens e sementes da fava-de-bolota têm alto teor de carboidratos e proteínas e são utilizadas como complemento alimentar para animais de criação, principalmente bovinos, caprinos e ovinos. Esse uso ganha importância durante os períodos de seca, quando a disponibilidade de forragem pode diminuir.
Apesar do nome e do uso das vagens na alimentação animal, a fava-de-bolota não é destinada ao consumo humano.
Uma árvore que combina florada exuberante, importância para os polinizadores, potencial paisagístico e utilidade na recuperação ambiental, a Parkia platycephala mostra como espécies nativas podem ocupar diferentes espaços e desempenhar múltiplas funções na paisagem brasileira.
