06-2026
CASACOR São Paulo 2026 revela jardins que convidam a desacelerar e se conectar com a Natureza
Já começou a edição 2026 da mais importante mostra de paisagismo e decoração da América Latina, a CASACOR SP. Em meio a árvores centenárias, espécies nativas e espaços de contemplação, os jardins estão entre os grandes destaques do evento. Realizado pela segunda vez no icônico Parque da Água Branca, na zona oeste da capital, a mostra transforma o paisagismo em uma experiência de imersão na Natureza, com projetos que trazem como proposta a valorização da flora brasileira, dos polinizadores, da preservação ambiental e, principalmente, da relação cada vez mais necessária entre as pessoas e o verde.
Ao longo do percurso, os visitantes encontram ambientes que exploram diferentes formas de despertar essa conexão. Há jardins inspirados na Mata Atlântica e espaços voltados ao descanso, com propostas que estimulam os sentidos por meio de aromas, texturas e sons, além de projetos que reforçam o papel das plantas na construção de cidades mais saudáveis.

A experiência começa antes mesmo da entrada na mostra. A instalação criada por José Luiz Favaro e Yuri Matsui Ramos conduz o público por uma passagem envolta por muxarabis metálicos vazados que filtram a luz e dialogam com a paisagem do Parque da Água Branca. O percurso funciona como um convite para preparar o olhar para os jardins que se revelam ao longo da visita.
OS JARDINS DA EDIÇÃO 2026
Ana Lui e Karen Marini
Com aproximadamente 300 m², o Jardim Respiro marca o início da visita. A Eng. Paisagista e Designer de Exteriores, Ana Lui, e Karen Marini, da Leve Paisagismo, trazem uma proposta que valoriza a biodiversidade brasileira e o naturalismo contemporâneo. O espaço reúne espécies nativas de diferentes biomas em uma composição rica em texturas, volumes e cores. Entre os destaques estão o espelho d’água, o percurso sensorial e o meliponário dedicado às abelhas sem ferrão, que aproxima o visitante da importância dos polinizadores para os ecossistemas.



Pam Faccin
Mais do que um jardim, o projeto da arquiteta paisagista e educadora, especialista em flora brasileira, Pam Faccin, propõe um reencontro com a vegetação original do parque. Utilizando exclusivamente espécies da Mata Atlântica, Pam criou um ambiente que convida o visitante a observar a paisagem do Parque da Água Branca sob uma nova perspectiva e reforça a importância da flora nativa na construção de espaços mais conectados com sua identidade ecológica.



Maria Fernanda Marques Paisagismo
Com 275 m², a praça-jardim assinada pela arquiteta paisagista, especialista em Permacultura, Projeto, Implantação e Manutenção de Jardins, Maria Fernanda Marques, explora a riqueza da Mata Atlântica por meio de uma experiência que combina contemplação e educação ambiental. A vegetação nativa divide espaço com hotéis de insetos destinados a polinizadores e estruturas que ajudam a compreender as relações entre plantas, fauna e equilíbrio ecológico. Todo o projeto foi executado sobre piso elevado, preservando o solo e a vegetação existente.






Kawai Paisagismo
Inspirado no conceito japonês ikigai, que remete ao propósito de vida, o jardim assinado pelo paisagista Vitor Kodama, da Kawai Paisagismo, combina vegetação, reflexos por meio de painéis espelhados e elementos naturais em uma proposta contemplativa. Totens revestidos com pedra, espelhos e plantas criam diferentes perspectivas ao longo do percurso que revela o jardim aos poucos, enquanto os arranjos florais de ikebana reforçam a ligação do escritório com sua tradição familiar ligada à floricultura.



Bia Abreu Arquitetura Paisagística
Em uma área de 200 m², a arquiteta paisagista, Bia Abreu, cria um espaço dedicado ao bem-estar e à convivência com a Natureza. O projeto reúne áreas para relaxamento, contemplação e atividades ao ar livre, cercadas por uma composição que explora diferentes texturas e tonalidades de verde. Água, pedra e madeira completam a atmosfera acolhedora do ambiente.





Estúdio Musgo
Assinado pelo arquiteto paisagista, Denis Bessa, o jardim de 270 m² funciona como um espaço de transição entre os dois prédios no circuito da mostra. As plantas envolvem o projeto e criam uma paisagem que convida o visitante a uma pausa e contemplação. Com uma criativa lareira externa desenhada pelo arquiteto, o grande espelho que emoldura a peça ajuda a ampliar a percepção do entorno.



Pedro Rabelais Paisagismo
Com 95 m², o jardim criado pelo arquiteto paisagista, Pedro Rabelais, envolve a tiny house criada pelas arquitetas Ericca Goncalves & Cinthia Gontijo, da Volar Interiores, e explora a ideia do lar como espaço de acolhimento. Palmeiras, jasmim-manga e outras espécies tropicais compõem uma paisagem envolvente que se espalha a partir do ponto central do terreno até os fundos da pequena casa.




Alexandre Galhego
Sob a copa de uma figueira centenária do Parque da Água Branca, o engenheiro agrônomo e paisagista, Alexandre Galhego, cria um dos espaços mais acolhedores da mostra. Em 285 m², o jardim valoriza a presença da árvore histórica e a combina com espécies predominantemente nativas cultivadas em vasos. O resultado é um ambiente que convida à parada, ao descanso e à observação da paisagem.



Hugo Ribas
Localizado no trecho final do percurso, o espaço de 139 m² do arquiteto e design de interior, Hugo Ribas, foi concebido como um convite à pausa. O deque elevado serpenteia entre árvores preservadas do parque e conduz o visitante a áreas de convivência cercados pelo verde. Além de oferecer um momento de descanso após a visita, o ambiente também recebe atividades culturais e rodas de conversa.



PROGRAME A SUA VISITA
CASACOR SP 2026
Parque da Água Branca
Rua Dona Ana Pimentel, 37
São Paulo (SP)
Até 9 de agosto de 2026
Funcionamento: terça a domingo e feriados, das 11h às 22h
Entrada na mostra até 20h15
Ingressos: entre R$ 141 e R$ 161 (inteira) e entre R$ 70,50 e R$ 80,50 (meia-entrada), conforme o período da visita.
Informações e vendas: www.casacor.com.br
Instagram: @casacor_oficial